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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Ikigai 生き甲斐


Ikigai 生き甲斐 – O propósito de vida do japonês

Ikigai é uma palavra de origem japonesa que mesmo não havendo uma tradução direta, ela combina a junção de duas palavras. Ikiru 生きる e Kai, que significa “a realização do que se espera”, proposito de vida, razão para viver, sentido da vida, a razão de ser ou a razão pela qual alguém se levanta todas as manhãs.

Supõe-se que o conceito de Ikigai tem origem e significados históricos desde o período Heian (794 a 1185) ou muito antes. O ideograma [], vem da concha ou carapaça, que por sinal era algo muito valioso no passado. Já o ideograma [] significa literalmente bonito, florido ou estampado.


Quando este conceito Japonês chega no mundo ocidental, ele perde um pouco a essência. O que para o japonês o propósito não tem nada a ver diretamente com trabalho ou dinheiro em si, para os ocidentais isso é quesito indispensável. Dentro da visão de ikigai ocidental modificada, para descobrir a pessoa começa a se fazer quatro perguntas:

ü    O que você ama? (Paixão)
ü    No que você é bom? (Capacidade/vocação)
ü    Em que o mundo precisa de você? (Missão)
ü    Pelo que você pode ser pago? (Profissão)

Para os ocidentais que procuram uma rápida interpretação dessa filosofia, esta é as perguntas que devem ser respondidas, para se encontrar ‘‘sentido’’ e ‘‘equilíbrio’’.
Em uma pesquisa de 2010, de 2.000 homens e mulheres japoneses, apenas 31% dos participantes citaram o trabalho como seu ikigai.
Essa diferença das duas visões de ikigai, Oriental e Ocidental, se dá ao fato de como cada cultura enxerga o mundo. Enquanto que no mundo Oriental a raiz de sua cultura é coletiva, visando bastante o bem-estar do próximo ao seu redor (ittaikan),[1] como é o código de conduta e ética samurai武士道 Bushidō, no mundo Ocidental as pessoas majoritariamente têm pré-disposições mais individualistas, ou seja, pensam predominantemente mais em auto realização (jiko jitsugen).[2]
Em Okinawa, onde tem uma população centenária altíssima, muitos citam um dos fatores da longevidade o seu ikigai, razão pela qual fazem eles se levantarem todos os dias. Segue abaixo uma ilustração baseada nas perguntas, a qual ilustra o ponto chave do ikigai na visão OCIDENTAL.



Hoje em dia com a chegada do coaching empresarial e da administração de negócios, encontramos vários conceitos sobre o bem-estar empresarial que acabam dificultando na identificação da correta filosofia ikigai, o método改善Kaizen é um desses. Atualmente já é possível se obter uma pós-graduação em coaching pelo ‘‘método ikigai’’. Isso mesmo. Na boca de muitos o ikigai é um método, apenas mais uma ferramenta para se alcançar a felicidade. Fora os diversos cursos que existem por aí a esse respeito. O conceito do ikigai tem se desintegrado aos poucos da sua essência, que é mais espiritual do que totalitariamente natural, afinal o ikigai é a raiz da sua alma.
Existem 5 perguntas que norteiam TUDO no mundo, inclusive a sua alma, e é através dessas que você vai encontrar respostas para o seu propósito, o seu real propósito, ou seja; este responde o seu verdadeiro ikigai.

ü    De onde você vem? (Origem)
ü    Quem é você? (Identidade)
ü    O que você pode fazer? (Capacidade/habilidade)
ü    O que você está fazendo aqui nesse mundo? (Missão)
ü    Para onde você está indo? (Destino)

A primeira pergunta sobre a origem é bem peculiar, pois segundo as crenças e valores individuais, será respondido de maneira diferente. Entretanto a Verdade não se amolda a pontos de vistas, pois ela é Reta. A segunda pergunta já afeta diretamente o curso da sua alma. Quantos de nós não já ouviram a expressão ‘‘crise de identidade’’? Se você não sabe quem você é, você não domina, pelo contrário, é dominado por tudo e por todos. Logo você não vive a sua identidade, mas fragmentos de várias identidades. Jesus viveu de maneira plena. Todas essas respostas conseguimos ver claramente na vida Dele. Ele sabia de onde veio e para onde estava indo:
Eu vim do Pai e entrei no mundo; agora deixo o mundo e volto para o Pai.” (João 16:28)
Ele sabia quem era:
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (João 14:6)
Ele sabia porque veio a este mundo:
Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. (João 10:10)
Ele também sabia de sua capacidade: Curar enfermos, ressuscitar mortos, expulsar espíritos malignos, sinais, milagres e maravilhas.
Uma pessoa sem propósito ela não vive, ela simplesmente existe. Ela não movimenta a vida ao seu redor, ela apenas entra no vento da vida, e permite ser guiado para onde esse vento soprar. Uma pessoa que não sabe o seu propósito, ela está nesse mundo apenas vivendo uma experiência. Não basta apenas saber seu ikigai, o mais importante é colocá-lo em prática. Muitos dizem que o seu ikigai muda conforme o decorrer da idade, todavia essa é uma ideia equivocada, pois o ikigai não está relacionado ao mundo físico que muda o espiritual, ele já existe espiritualmente falando, mesmo antes dos seus gostos serem despertados, ou ainda modificados, ele já existia. Obvio que com o passar do tempo, com a chegada da maturidade fisiológica, você tende a anular empolgações, escolhas precipitadas, e decisões infundadas. Mas isso não significa o ikigai sendo modificado, apenas que você ainda não tinha se descoberto de verdade. Os meus gostos podem modificar, isso é natural, agora o ikigai não muda.
Devemos entender que o ikigai vem antes do seu nascimento. O fabricante de cadeiras não faz uma cadeira para depois pensar em um propósito para ela. A cadeira só foi fabricada porque existiu uma razão para ela se materializar. Do mesmo modo é cada ser humano, o propósito individual de cada um, foi a razão pela qual ele veio a existir. Agora se esse propósito inicial for rejeitado, a pessoa pode ainda desempenhar um outro propósito, não como o original, porém, mesmo que não seja de maneira plena, conseguirá também ter satisfação. Alguém consegue desparafusar algo com a ponta de uma faca? Sim, é possível. Todavia a faca não foi feita para esse propósito. Por mais que alguém consiga desparafusar com uma faca, corre o risco de espanar o parafuso e de deteriorar a ponta da faca. A faca está desempenhando um papel a qual ela não foi feita para fazer. A faca realmente parece ser o instrumento correto para essa função, na mente daqueles que não conhecem uma faca (que não sabem a identidade dela), pois ela é ‘‘perfeita’’ e ‘‘caiu como uma luva’’, contudo para os que conhecem uma faca, nitidamente a faca está vivendo fora do seu propósito, ou seja, ela viveria de maneira plena se fizesse o que nasceu para fazer, que é cortar, e não desparafusar.
O teu propósito está ligado a algo que você ama, ou ainda a algo que você odeia. Deixe-me explicar. Ao que você ama parece obvio, entretanto ao que odeia sei que posso ter causado um bug no cérebro agora. No entanto é mais simples do que se possa imaginar. Vejamos o caso de Nelson Mandela (sem entrar em quaisquer suposições se a história é 100% real ou não, vamos nos atentar apenas ao exemplo em si), ele estava irado com a segregação racial, então tomou uma atitude em relação a isso. Madre Teresa de Calcutá estava irada com a fome, então se movimentou ao que queimava em seu coração, assim também foi Mahatma Gandhi e Martin Luther King Jr. Embora o seu ikigai possa ter haver com o trabalho ou função que exerce, ele não é a sua função, ele está por detrás da função. Seja, faxineiro, Gari, funcionário público, empresário, professor, artista no geral, político, matemático, físico, filantropo, analista, publicitário, jornalista, banqueiro, passando por todas as funções sociais, e as funções espirituais como, missionário, líder espiritual, auxiliador, conselheiro, mestre, profeta, investidor em ONGs, em missões, tradutores de livros sagrados dentre vários outros. Um dos problemas da maioria das instituições formais cristãs, é que eles limitam muito o propósito das pessoas, dando uma lista extremamente pequena do que a pessoa pode ser chamada ou despertada por Deus para fazer. Um desenhista por exemplo não tem muita utilidade para o reino de Deus, segundo a ótica de muitos. O propósito pode ser apenas uma coisa em especifico, ou ele pode estar fragmentado em um conjunto de paixões, ou situações que sua alma anseia em ver mudança.
Observem que a visão Ocidental deteriorada sobre o ikigai (muitos japoneses já tem uma visão Ocidental sobre o ikigai), possui dois pontos em comum com o seu verdadeiro propósito.

Ikigai contemporâneo
Verdadeiro Ikigai
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De onde você vem? (Origem)
O que você ama fazer? (Paixão)
Quem é você? (Identidade)
No que você é bom? (Capacidade/vocação) 
O que você pode fazer? (Capacidade/habilidade)

Em que o mundo precisa de você? (Missão)

O que você está fazendo aqui nesse mundo? (Missão)

Pelo que você pode ser pago? (Profissão)
Para onde você está indo? (Destino)


Observem que na visão Ocidental, obrigatoriamente o ikigai envolve dinheiro. Também possui uma pergunta fechada apenas no que você tem paixão em fazer, e não no ponto que você se incomoda (insatisfação/raiva) em querer modificar. O nosso ikigai não necessariamente precisamos ter paixão, como vimos anteriormente. Uma pessoa que tenha um nível altíssimo de insatisfação com a política do seu país, pode ser a causa do seu ikigai. Independentemente do tipo de sentimento, sabemos bem que o seu ikigai está relacionado aos sentimentos mais intensos que alguém tenha, ou ao incomodo mais profundo, ou ainda a paixão ‘‘inexplicável’’. Abaixo um gráfico da visão correta de ikigai.


Verdadeiro Ikigai –  Fonte: Jansen Carneiro


 É estritamente proibido a cópia do mesmo sem dos devidos créditos do autor
 Texto: Francesco Jansen
Instagram: francesco.jansen




[1] Refere-se a “um senso de unidade ou compromisso com um grupo ou função”
[2] Tem mais a ver com a auto realização

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Série: Teu Alimento, Teu Remédio – Parte 1


Qual o segredo da longevidade e de uma vida saudável?

Assim como cachorros que tem expectativa de vida entre 10-13 anos, e gatos de 2-16 anos, o ser humano possui um limiar de tempo. A expectativa de vida da população mundial atual é de 79 anos. O Brasil possui expectativa de 75 anos. Uma curiosidade é que os japoneses mesmo tendo a sua área territorial menor do que o estado da Bahia, é mais populoso que o Brasil e possui uma das maiores expectativas de vida, que está na casa dos 83 anos. Para algumas pessoas a longevidade pode ser prazerosa, todavia para outros, uma vida de cansaço e perturbação. Apesar de ter histórias sobre um indonésio que se chama Mbah Gotho que viveu 146 anos, e do chinês Li Ching-Yuen que pasmem, dizem ter vivido 250 anos, a pessoa com a maior longevidade já registrada no planeta e reconhecida pelo Guinnes Book, foi a francesa Jeanne Calment, que viveu 122 anos e 164 dias. Ela morreu em 1997. Quando era criança, ela chegou a se encontrar com o pintor Vincent Van Gogh.
Li Ching-Yuen teria vivido entre 1678 a 1928. Além de possuir uma dieta vegetariana, Ching-Yuen foi uma pessoa bastante desprendida, que doava os próprios bens a quem tinha mais necessidade. Por esse motivo e também por ter um temperamento sereno, era considerado uma pessoa de companhia agradável por todos. Ele bebia bastante chá, ao qual posteriormente cientistas descobriram que se trata de uma planta conhecida como Goji, que contém uma vitamina diferente, chamada de X. Vitamina que aparenta ter propriedades medicinais fortes e muito positivas, como a inibição do acúmulo de gordura no organismo, a renovação de células do fígado e o controle dos níveis de glicose e colesterol no sangue. Em vista que, essa substância faz bem às células cerebrais e remove toxinas presentes no organismo.


Figura 1 Foto de Ching-Yuen um ano antes de sua morte em 1927.
Fonte da imagem: Reprodução/TheEpochTimes

Muitos não se preocupam se irão viver muito ou pouco, todavia não há que se negar que todos pretendem ter uma vida saudável, livre de doenças, cheios de energia, com um cérebro ativo, com boa oxigenação, e podendo exercerem o que gostam, sem que o seu corpo o limite para isso, devido a questões de doenças.
O estilo de vida que uma pessoa leva irá influenciar diretamente na qualidade de vida que a mesma obterá. Assim como um carro precisa de manutenção preventiva e só funciona com o combustível adequado ao qual foi fabricado para funcionar, assim também é o ser humano. Precisamos entender como o nosso corpo trabalha e o que é combustível confiável para ele, e o que vem a ser nocivo ao entrar pela nossa boca.
Pesquisadores de Loma Linda University, na Califórnia-USA, descobriram novas evidencias de que uma dieta vegetariana pode ser benéfica a saúde. A pesquisa durou quase 6 anos, a qual 70 mil voluntários de ambos os sexos participaram. Todos eram adventistas. O estudo saiu no Journal of the American Medical Association, revelando que os vegetarianos possuem uma expectativa de vida superior aos onívoros, isso é, aqueles que consomem carne. Durante o período da pesquisa foram registrados a morte de apenas 2,570 pessoas, o que indica que os vegetarianos têm um risco 12% menor de vir a óbito. Além de viver melhor e com mais saúde, a expectativa de vida da cidade de Loma linda é 10 anos superior que a dos Norte Americanos, que é de 78 anos.
A cidade grande possui um nível de estresse muito alto, barulho de buzina, horas de desgaste físico e mental no trânsito. A aceleração por resultados no trabalho de maneira eficaz, poucas horas de sono, fast foods, industrializados, frituras e enlatados, essa é uma combinação natural na vida do brasileiro, caracterizando um possível estresse. Os hormônios cortisol, adrenalina e noradrenalina, liberados nesse processo de aceleração sem freio, reduzem o calibre dos vasos e, em longo prazo, potencializa o risco de hipertensão e arritmias cardíacas. O desgaste mental é pior que o físico.
Os hunza, uma tribo que vive no vale do Rio Hunza, no Himalaia, na região de Gilgit-Baltistan no Paquistão, possui aspectos peculiares, em que a centenaridade de seu povo é regra e não exceção. Os hunza passam facilmente dos 90 anos, e é extremamente raro ficarem doentes. Até depois dos 80 praticam esportes, as mulheres com mais de 40 anos têm aparência de 20. Se alimentam a base de frutas e verduras cruas, e no inverno consomem damascos secos, grãos germinados e queijo de ovelha. É dito também que as mulheres têm filhos com mais de 65 anos e os homens são viris até mesmo com 100 anos. Os habitantes ganharam fama por serem um povo feliz, simpático, sempre alegre e ativo. Muitas pessoas vivem tranquilamente com mais de 110 anos de idade, alguns chegam até mais de 120 (com a observação mais importante e mais interessante dessa matéria), sem apresentarem doenças graves ou algum problema sério de saúde.


Figura 2 Mulher Hunza. Photography by Seth Lazar

Um médico escocês chamado Robert McCarrison, esteve no Vale nos anos de 1920 e conviveu entre eles por 7 anos. Concluiu que grande parte dos seus segredos está na pratica de exercícios, e em uma dieta equilibrada: 1900 calorias, incluindo gordura, carboidrato e proteína. O médico cita que:
‘‘Grande parte de nossos problemas nutricionais surgem de nossa resistência em comer alimentos saudáveis. Nossa preferência para carnes e alimentos industrializados cria problemas nutricionais que não podem ser resolvidos de outra forma’’.
O que ao certo eles comem? Grãos integrais, trigo, trigo mourisco, cevada, batatas, ervilha, vagem, abobora, espinafre, alface, pêssego, pera, maça, damasco, amoras, cereja e pouquíssima carne animal e em situações esporádicas. Também consomem um pão de fabricação própria, 100% orgânico sem vitaminas sintéticas (produzidas em laboratórios). Todos também consomem iogurte. Vizinhos que compartilham a mesma condição climática, mas que não possuem a mesma alimentação e costumes, possuem expectativa de vida bem inferiores aos hunza. Um outro segredo também é que o ar das montanhas em que vivem é extremamente puro.


Figura 3 Mulher Hunza. Foto: Jenny Downing


Figura 4 Vale de Hunza Foto: Joseph Bautista

Nos tempos atuais e com a aproximação da civilização moderna ocidental, seus hábitos e alimentação mudaram, diminuindo significativamente a sua qualidade e expectativa de vida. Nos dias atuais não possuem essa longevidade que em um passado distante era natural, todavia alguns dos mais velhos ainda guardam os antigos costumes.
Em meados dos anos 70, dois cirurgiões dinamarqueses, Hans Olaf Bang e Jorn Dyerberg, publicaram um estudo baseado em sua visita ao norte da Groenlândia, no Círculo Polar Ártico. Segundo esses dois a dieta do povo daquele lugar, os esquimós inuítes, é baseada em peixes, gorduras de baleia, focas, salmão, aves, caribus, boi-almiscarado, raposa e urso polar, ao qual ajudaria na prevenção de doenças coronárias. Eles concluíram isso devido a uma observação dos baixos índices de doenças cardíacas apresentada, tal qual os remotos óbitos em decorrência do mesmo em moradores da região.
Com esse resultado em mãos, a venda de suplementos a base de óleo de peixe, e o consumo do animal cresceu exacerbadamente. Todavia uma publicação feita no conceituado jornal Huffington Post,[1] o médico-cirurgião Dr. Neal Barnard mostra uma gama de estudos de que não conseguiram demonstrar a capacidade do óleo de peixe em prevenir doenças do coração ao longo dos anos. Segundo o artigo doenças coronárias fazem parte da vida dos esquimós, de maneira bastante comum, até mais do que em outras civilizações. Do contrário ao que dizem, a expectativas desses nativos é 10 anos menor do que outros povos. Pesquisadores do University of Ottawa Heart Institute, retornaram aos estudos para entender porque esse caso em questão, que os dinamarqueses pesquisaram, divergem tanto da maioria dos demais casos pesquisados, o porquê de esse ter sido um ponto fora da curva, e também para saber quais foram os métodos de pesquisa utilizados por eles. Para surpresa dos canadenses, ao invés de pesquisar diretamente a população esquimó, Hans e Jorn analisaram dados de óbitos e registros de entrada em hospitais. Em áreas afastadas como as onde vivem os esquimós, estes dados estão longe de mostrarem resultados confiáveis. Portanto a ideia de que o consume de peixe e outros animais que é de costume dos esquimós são benéficos a saúde, se dá em boa parte através de um estudo falho que foi creditado por profissionais da saúde por mais de 30 anos, tornando a ideologia popular, aceitável, e totalmente difundida como indispensável na dieta e no crescimento dos seres humanos. Os esquimós de fato atravessaram o estreito de Bering em tempos extremamente remotos, ao qual fica entre Vladivostok na Rússia e Alasca. Eles têm em seu Dna a descendência dos povos do Leste Asiático (Japão, China, Coreia, Mongólia dentre outros), Ásia Central (Cazaquistão, Turcomenistão, Uzbequistão, Tadjiquistão e o Quirquistão), e também dos nativos Norte Americanos.


Figura 5 © Photographerlondon/Dreamstime.com

Os moradores da ilha de Okinawa no Japão conseguem ter uma expectativa de vida muito elevada. Existem um número expressivo de idosos acima dos 100 anos. Mais interessante que a longevidade é que os moradores deste arquipélago subtropical apreciam anos livres de qualquer doença. Okinawanos tem um quinto da doença cardíaca, um quarto do câncer de mama e de próstata, e um terço a menos de demência do que os americanos, diz Craig Willcox do Estudo de Centenários de Okinawa.”[2] Suas dietas são pobres em salrica em frutas e vegetais, e contêm muita fibra e antioxidantes que protegem contra as principais doenças do Ocidente, incluindo ataques cardíacos, câncer e doenças neurodegenerativas como Parkinson, Alzheimer entre outras. Fator impar entre o Okinawanos é uma pratica chamada hara hachi bu, o que significa “comer até estar 80% satisfeito“. Outro fator importantíssimo para a saúde física e mental, além de não absorver magoas, raiva, melancolia, tristeza dentre outro, como é o caso dos Hunza, os moradores de Okinawa são muito respeitados, valorizados e mantidos com integrantes da comunidade de um modo geral. Mesmo com a idade avançada se sentem uteis para as comunidades, a qual beneficiai significativamente a saúde mental e fisiológica. Okinawanos em idades muito elevadas expressam facilmente altos índices de satisfação da vida. Mesmo depois de aposentados os idosos de Okinawa sempre continuam ativos, essa ideia se resume pelo conceito de 生き甲斐 ikigai, que em japonês significa, proposito de vida, motivo para viver e razão para se levantar todos os dias. De maneira literal ainda podemos dizer que é ‘‘motivo para respirar’’.


Figura 6 Moradores de Okinawa

Os moradores da ilha da Sardenha, Itália, também são bastante longevos. A cada 100 mil habitantes da ilha, 22 chegam aos 100 anos.
Ao contrário do resto do mundo, muitos dos homens não morrem antes das mulheres. Segue alguns segredos para se ter uma vida longeva e com saúde.
1 Mantenha-se ativo – Um corpo e um cérebro sempre em atividade as celular resistem em não se entregar a morte.
2 Coma menos – Estudos americanos mostram que, quando ingerimos até 25% menos comida, o colesterol total e o LDL (porção ruim), o triglicérides e a pressão arterial são reduzidos e o peso fica estável.
3 Mantenha bons laços de amizade – Tudo isso ajuda a prevenir doenças como a depressão.
4 Tenha contato com a natureza – Uma das fontes de vida para nosso corpo, alma e espírito.
5 Respire ar fresco – Uma das fontes de vida para nosso corpo, alma e espírito.
6 Sorria – Tudo isso ajuda a prevenir doenças como a depressão.
7 Faça exercícios – Dentre muitos benefício está a prevenção de doenças, devido ao aumento da imunidade.
8 Beba água de qualidade – bebida indispensável a saúde, em que a qualidade da pele e a disposição, estão diretamente ligados ao consume de uma água boa.
9 Tenha gratidão – A ingratidão afasta as pessoas, já a gratidão atrai coisas boas.
10 Busque contato com a espiritualidade – Pessoas com estilo de vida saudável relatam a busca pela paz interior através da fé.
11 Resiliência – Capacidade que todos possuem de se reconstruir, resinificar, se adaptar a mudanças.
12 Durma bem – O bom sono renova as células e revigora o corpo.
13 Mantenha o ambiente ao seu redor sempre limpo e agradável – Além de promover doenças, um ambiente sujo causa um mal estar em nosso interior.
14 Tenha o habito de ler ou de estar sempre aprendendo algo novo – Uma mente que estar sempre ativa os neurônios tendem a demorar mais a morrer.
15 Dê preferência aos alimentos naturais, que saem da terra – De preferencia frescos, sem possível sem agrotóxicos, e orgânicos.
16 Procure consumir menos carne vermelha, e alimentos animais de um modo geral
17 Não vá para cama tarde – A melatonina, hormônio que regula o sono, começa a ser produzida ao entardecer e atinge seu pico por volta de meia-noite.
18 Pense positivo – O pensamento positivo produz vida interior.
19 Tome banhos frios – Segundo os adeptos, ela aumenta a circulação, reforça o sistema imunológico, melhora o humor e revigora. Embora banhos quentes relaxam o corpo e abrem os poros, ele enfraquece a raiz do cabelo, deixando-o mais fino e quebradiço. Já o banho frio traz vida, energia, alegria, bom humor etc.
20 Invista nos integrais, nozes, soja, grãos no geral
21 Diminua o sal diariamente
22 Dê preferência a relacionamentos pessoais ao invés dos virtuais


Francesco Jansen
Instagram: francesco.jansen




[1] BARNARD, Neal. New Study Explodes the 'Eskimo Myth'. July 7,2014. Disponível em: . Acesso em: 01 Out,2019.

[2] WILLCOX, Craig. SUZUKI, Makoto. WILLCOX, J Bradley. The Okinawa Program : How the World's Longest-Lived People Achieve Everlasting Health--And How You Can Too. Harmony. March 12, 2002.



sábado, 18 de maio de 2019

Série Fundamentos – Parte 3 (Códigos de Santidade)



Parte 3 – Hupotasso – Submissão – 19/05/2019

Conceito pelo qual é mal compreendido pela maioria da população Ocidental. Deve-se ao fato em que desde os primórdios da civilização Ocidental o homem faz uso do poder de forma autoritária e opressora, e vem sendo replicado esse fato como sinônimo do conceito de submissão. Ao abrirmos um dicionário qualquer da língua portuguesa veremos a expressão do significado bem deteriorado tal como demonizado. Com o passar dos anos e com a ideologia do empoderamento feminino de maneira agressiva e impositiva, a visão da real submissão se torna cada dia mais sufocada e remota. A ideia básica humana caída, remete ao fato dos valores pessoais inferiores, todavia a essência real da submissão não é disso que se trata, mas de funções distintas (Que nada tem a ver com funções trabalhistas). As ferramentas foram criadas segundo as necessidades, a ideia de que uma ferramenta é melhor do que outra, sobrevive nas mentes da quais não entenderam o objetivo final do todo.

Estamos em uma era em que a ideologia do feminismo avança em largas proporções, aonde certos pontos há uma luta por direitos plausíveis e que devem ser buscados e respeitados, todavia as questões sociais humanas são diferentes de um princípio espiritual no que diz respeito a submissão. Também vivemos em um momento no que se refere a sociedade está amplamente ferida ao ponto de que em quase todos os assuntos que são colocados em pautas, as pessoas tendem a expurgarem suas feridas e tamparem seus ouvidos, ao invés de honestamente buscarem o real sentido, ou seja, fazerem para si mesmas perguntas autenticas. Tudo não passa de uma guerra em busca da autodefesa de ideias, filosofias, prejulgamentos etc. É difícil falar de algumas questões e lutas sociais que são bem vivas na atualidade, sem passar antes pelo filtro pessoal de opiniões construídas por terceiros. As pessoas se tornaram cada dia mais intolerantes, e indispostas a pensarem em alguma ideia diferente das que elas possuem. São relacionamentos mentirosos e superficiais. Então para que possamos prosseguir daqui para frente, esvazie o seu copo, e permita receber uma nova informação, de maneira totalmente limpa, livrando-se de qualquer construção popular que venha interferir na absorção daquilo que iremos abordar.

Resultado de imagem para o resgate do soldado ryan 

Iniciaremos com a etimologia da palavra submissão. Vem do grego hupotasso Ὑποτάσσω que segundo muitos dicionários bíblicos quer dizer: ‘reconhecer a liderança de’’. O significado completo é: "obedecer, colocar sob, sujeitar-se, estar sujeito a, submeter-se, colocar-se sob sujeição, estar sob obediência ou obedecer".

Submissão é, Sub + missão, literalmente é: estar sob missão de. Em outras palavras podemos dizer também: contemplar a liderança de. De igual modo na língua inglesa ‘’submission’’. Em nada tem a ver com a obediência inquestionável (diferente da questionadora), ou a obediência cega, aquela que faz sem emitir opinião. A submissão hoje em dia ganhou um significado esdrúxulo e repugnante pela sociedade. Submissão nos tempos atuais tem ganhado cada vez mais o sinônimo de opressão, o que em suma não corresponde a verdadeira essência. Essa palavra também começou a ser utilizada na área militar, com o significado de ‘’ organizar divisões de tropas de forma militar sob o comando de um líder’’. E também no serviço militar a palavra começou a ser desgastada por causa dos líderes carrascos, opressores, e sufocadores que nunca entenderam o real significado da submissão e, a traduziam para seus subordinados para uma obediência cega. Assim como no exército por exemplo, pode ter um falso líder como no exemplo acima, pode ter um real líder que respeita seus subordinados, valoriza as faculdades dos mesmos e que procura sempre motiva-los a trabalharem em equipe. Qualquer um sentirá prazer em ser liderado por alguém assim. 

Essa é uma das diferenças básicas da submissão real para a ‘’pseudo submissão’’ que não passa de uma opressão. Na submissão você sente prazer em servir, na opressão você faz por obrigação. Só é submisso alguém que teve o pleno entendimento da missão. Se mover pela missão que foi imputada a outro para liderar, é totalmente diferente de alguém que vive para fazer as vontades pessoais do líder.
Estar sob a missão de alguém não é sinônimo de inferioridade, todavia são apenas funções distintas. Quem ainda pensa assim é porque não entendeu a missão. Em uma operação militar em que os soldados têm um comandante opressor, ninguém morre pelo líder, e sim pela missão, pois plenamente entenderam qual é a sua missão, a missão está acima de tudo e de todos. Entretanto as ferramentas líderes e as ferramentas liderados sempre existiram e sempre precisarão existir. Nenhuma equipe funciona sem o que direciona e executa, e também o que executa e auxilia, ajuda, coopera. Moisés foi alguém submisso a Deus, entretanto em muitos momentos ele questionou as decisões que Deus iria tomar, e Deus acatou as opiniões dele. Esse é um exemplo de uma verdadeira submissão. Um lidera, e nem por isso tampa os ouvidos para pesar a opinião dos cooperadores, mesmo que a tomada da decisão final seja sempre do líder, porém é uma equipe.

Então disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido, E depressa se tem desviado do caminho que eu lhe tinha ordenado; eles fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e ofereceram-lhe sacrifícios, e disseram: Este é o teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito. Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis que é povo de dura cerviz. Agora, pois, deixa-me, para que o meu furor se acenda contra ele, e o consuma; e eu farei de ti uma grande nação. Moisés, porém, suplicou ao Senhor seu Deus e disse: Ó Senhor, por que se acende o teu furor contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande força e com forte mão? Por que hão de falar os egípcios, dizendo: Para mal os tirou, para matá-los nos montes, e para destruí-los da face da terra? Torna-te do furor da tua ira, e arrepende-te deste mal contra o teu povo. Lembra-te de Abraão, de Isaque, e de Israel, os teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado, e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas dos céus, e darei à vossa descendência toda esta terra, de que tenho falado, para que a possuam por herança eternamente. Então o Senhor arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo. Êxodo 32:7-14 ACF

Um dos sinônimos da palavra submissão também é ‘’disposição para obedecer’’. Veja que a frase tem conotação de forma voluntariosa. É uma obediência voluntariosa em reconhecimento de.
A opressão é uma visão caída, distorcida e falsa da submissão, pois a mesma coloca o colaborador do propósito em uma situação de humilhação. Quando alguém é submisso a Deus por exemplo, não significa que ele é humilhado e oprimido pelo Eterno. Podemos entender as forças armadas estadunidenses como um verdadeiro significado de estar sob a missão de. Pois as pessoas se alistam ao serviço militar de forma voluntaria. Não que do contrário não seja, todavia quem busca o serviço militar de forma voluntária já entra com uma pré-disposição maior em se submeter a missão. Um coração contrito e quebrantado (submisso) a Ele, Deus não rejeita. A submissão é sempre voluntaria, afinal sem kavaná, de nada se tem proveito, todavia a opressão faz surgir a obrigatoriedade.
·     Kavaná: Palavra que vem do judaísmo, ao qual em sua tradução livre significa ‘’intenção’’, ou mentalidade quando se executa ‘’deveres’’ religiosos, em especial a oração. Em outras palavras podemos dizer que sem kavaná é algo da boca para fora, apenas estético, com kavaná, é feito com o coração, com a alma, com plenitude, com amor. Embora não tenha essa palavra na Torah, é possível entender o princípio dela em uma passagem de Isaías.

Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído; Isaías 29:13 ACF

O Senhor diz:  "Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. A adoração que me prestam só é feita de regras ensinadas por homens. Isaías 29:13 NVI

Foi o mesmo que Shaliah Shaul (mais conhecido como apóstolo Paulo) disse na carta aos Coríntios.

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. 1 Coríntios 13:1-3 ACF
Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei. Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá. 1 Coríntios 13:1-3 NVI

Quando os profetas diziam a frase ‘’eis-me aqui’’, era uma frase que remetia a total rendição a submissão a vontade (missão) de Deus caso fosse Ele quem estivesse falando, ou a uma outra pessoa caso fosse ela o sujeito.

Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: "Quem enviarei? Quem irá por nós?"E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me! Isaias 6:8

O Senhor chamou a Samuel, e disse ele: Eis-me aqui. E correu a Eli, e disse: Eis-me aqui 1 Samuel 3:4,5 ACF

Submissão conjugal

A primeira vez que a ideia de submissão na Torah é colocada em pauta, não é como uma função natural da mulher, todavia é uma maldição imputada a ela.

E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará (מָשַׁל Mashal). Gênesis 3:16 ARCA
Mashal: governar, reinar, dominar; falar metaforicamente; comparar

Anteriormente a isso não existia a ideia de submissão. Nem por isso Adão já não era o líder do jardim. As ordens de administração do que Deus havia feito foi-lhe imputada. Quando Eva surgiu, Deus não passou as instruções para ela, todavia quem ficou encarregado de instrui-la sobre as regras e sobre não comer do fruto proibido foi justamente o administrador do jardim. Toda mulher sem exceção, já nasce com uma pré-disposição a ser insubmissa, isso porque não é algo fácil, pois é um fardo, que a mesma precisa carregar (porém devido a santificação da mesma esse fardo se torna leve, tão leve que em um determinado momento passa a ser atrelada ao seu corpo e alma, que a mesma já não consegue mais olhar para a submissão como algo fora da extensão de si mesma). Quando a plenitude de entendimento chegar, as escamas que encobrem os olhos para verem as coisas como realmente Deus enxerga cairá, e elas entenderão que servir/cooperar é sinônimo espiritual de elevação do espírito do homem.
A humildade e submissão eleva o espírito. O orgulho e insubmissão prepara um terreno fértil para a autodestruição.
Na gestão de pessoas é bem comum encontrarmos a diferença de chefe para líder.

Chefe
Líder
Manda
Instrui
É autoritário
É companheiro
Tem subordinados
Tem uma equipe/time
Fiscaliza
Confia
Desmoraliza
Assume responsabilidades
Inspira medo
Ganha respeito
Foca no processo
Foca nas pessoas
Foco no Lucro
Foco no crescimento
Diz: Eu
Diz: Nós


O papel do líder em questão, podemos fazer um paralelo com a essência da submissão, já no que diz respeito ao chefe, reflete o que a maioria das pessoas entende por submissão.
Quando Paulo diz: ‘’em tudo’’ (Efésios 5:24) significa ser cooperadora da missão de maneira plena, em todas as áreas. Não só espiritual, porém ‘’natural’’. Eu sei que é difícil, afinal veio da consequência do pecado (o fardo, e não a submissão, afinal está sempre existiu), assim como correr atrás do pão (para o homem) não é simples, todavia por necessidade e sobrevivência, com o passar do tempo isso tende a se tornar prazeroso, ao ponto de livremente a pessoa já começar a correr atrás de forma voluntária e com kavaná, comparação ao qual serve para ambos os casos, tanto para o sustento (dinheiro, bens, dentre outros), quanto para a submissão.
Com exceção da Torah (que foi ditada diretamente por Deus a Moisés), o restante dos livros sagrados que compõem o que popularmente é chamado de bíblia, foram inspirados por Deus, nos mínimos detalhes.
Paulo faz a comparação do homem ser o cabeça da mulher (Efésios 5:22-24). A palavra cabeça no hebraico é Rosh ראש, que também em outra palavra significa líder. O homem é o cabeça e a mulher o pescoço. Uma mulher em plena unidade com o Criador é capaz de direcionar a cabeça (homem/líder) para o alvo (missão), do contrário uma mulher desligada por um só segundo de Deus, pode levar o marido a destruição. Na Bíblia vemos dois exemplos assim de mulheres que se distanciaram da cooperação com o propósito e conduziram seus maridos a falência, Eva e Jezabel.

 1/2 Meu filho, presta atenção à sabedoria que aqui te apresento: ouve as minhas explicações, para seres prudente e para que a tua linguagem guarde o conhecimento.3/6 Os lábios de uma mulher de má vida podem parecer que escorrem mel. As suas falsas lisonjas são untuosas e macias. Mas no fim de contas, deixam um sabor amargo, uma ferida feita como que por uma aguda espada de dois gumes. Os seus comportamentos conduzem à morte. A sua conduta é inspirada pelo inferno. Não conhece o caminho da vida. Cambaleia por um caminho tortuoso, e nem se importa de saber onde é que ele leva.Portanto, agora, meus filhos, dêem-me ouvidos, e nunca se desviem das palavras que vos estou a dizer: 8/11 Afastem-se dessas mulheres. Não se aproximem sequer da porta onde elas moram, para que não percam a dignidade, fazendo depender a vossa vida de gente cruel; para que gente que vos é estranha não venha a tirar-vos força e se tornem escravos deles. A consequência disso não poderá deixar de ser o gemerem em angústias, enquanto o vosso corpo vai apodrecendo pelo vício. No fim, só terão isto a dizer: 12/13 “Oh, se ao menos eu tivesse prestado atenção aos avisos que me deram! Se não tivesse desprezado as repreensões! Porque é que não quis ouvir os que queriam ensinar-me? Porque é que fui assim tão estúpido? 14 Pouco faltou para que a minha desgraça fosse completa. E agora até o desprezo público tenho de enfrentar.” Provérbios 5:1-7 OL

Pois o preço de uma prostituta é um pedaço de pão, quando comparado ao objetivo da adúltera, que vive rondando à caça de vidas preciosas! Provérbios 6:26 KJA

Os dois precisam estar em equilíbrio de elevação junto ao Eterno. Uma só carne, uma só mentalidade (em relação a missão), cada um fazendo a sua parte, um ajudando o outro, e a mulher cooperando com a missão do seu líder. Os maridos precisam amar as suas esposas, dar a vida por elas (Efésios 5:25). Enquanto marido e mulher não amarem um ao outro, mais do que seus pais e seus filhos, é sinônimo de que eles ainda não penetraram no mistério, não compreenderam a missão.

Francesco Jansen
Instagram: francesco.jansen

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