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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Ikigai 生き甲斐


Ikigai 生き甲斐 – O propósito de vida do japonês

Ikigai é uma palavra de origem japonesa que mesmo não havendo uma tradução direta, ela combina a junção de duas palavras. Ikiru 生きる e Kai, que significa “a realização do que se espera”, proposito de vida, razão para viver, sentido da vida, a razão de ser ou a razão pela qual alguém se levanta todas as manhãs.

Supõe-se que o conceito de Ikigai tem origem e significados históricos desde o período Heian (794 a 1185) ou muito antes. O ideograma [甲], vem da concha ou carapaça, que por sinal era algo muito valioso no passado. Já o ideograma [斐] significa literalmente bonito, florido ou estampado.


Quando este conceito Japonês chega no mundo ocidental, ele perde um pouco a essência. O que para o japonês o propósito não tem nada a ver diretamente com trabalho ou dinheiro em si, para os ocidentais isso é quesito indispensável. Dentro da visão de ikigai ocidental modificada, para descobrir a pessoa começa a se fazer quatro perguntas:

ü    O que você ama? (Paixão)
ü    No que você é bom? (Capacidade/vocação)
ü    Em que o mundo precisa de você? (Missão)
ü    Pelo que você pode ser pago? (Profissão)

Para os ocidentais que procuram uma rápida interpretação dessa filosofia, esta é as perguntas que devem ser respondidas, para se encontrar ‘‘sentido’’ e ‘‘equilíbrio’’.
Em uma pesquisa de 2010, de 2.000 homens e mulheres japoneses, apenas 31% dos participantes citaram o trabalho como seu ikigai.
Essa diferença das duas visões de ikigai, Oriental e Ocidental, se dá ao fato de como cada cultura enxerga o mundo. Enquanto que no mundo Oriental a raiz de sua cultura é coletiva, visando bastante o bem-estar do próximo ao seu redor (ittaikan),[1] como é o código de conduta e ética samurai武士道 Bushidō, no mundo Ocidental as pessoas majoritariamente têm pré-disposições mais individualistas, ou seja, pensam predominantemente mais em auto realização (jiko jitsugen).[2]
Em Okinawa, onde tem uma população centenária altíssima, muitos citam um dos fatores da longevidade o seu ikigai, razão pela qual fazem eles se levantarem todos os dias. Segue abaixo uma ilustração baseada nas perguntas, a qual ilustra o ponto chave do ikigai na visão OCIDENTAL.



Hoje em dia com a chegada do coaching empresarial e da administração de negócios, encontramos vários conceitos sobre o bem-estar empresarial que acabam dificultando na identificação da correta filosofia ikigai, o método改善Kaizen é um desses. Atualmente já é possível se obter uma pós-graduação em coaching pelo ‘‘método ikigai’’. Isso mesmo. Na boca de muitos o ikigai é um método, apenas mais uma ferramenta para se alcançar a felicidade. Fora os diversos cursos que existem por aí a esse respeito. O conceito do ikigai tem se desintegrado aos poucos da sua essência, que é mais espiritual do que totalitariamente natural, afinal o ikigai é a raiz da sua alma.
Existem 5 perguntas que norteiam TUDO no mundo, inclusive a sua alma, e é através dessas que você vai encontrar respostas para o seu propósito, o seu real propósito, ou seja; este responde o seu verdadeiro ikigai.

ü    De onde você vem? (Origem)
ü    Quem é você? (Identidade)
ü    O que você pode fazer? (Capacidade/habilidade)
ü    O que você está fazendo aqui nesse mundo? (Missão)
ü    Para onde você está indo? (Destino)

A primeira pergunta sobre a origem é bem peculiar, pois segundo as crenças e valores individuais, será respondido de maneira diferente. Entretanto a Verdade não se amolda a pontos de vistas, pois ela é Reta. A segunda pergunta já afeta diretamente o curso da sua alma. Quantos de nós não já ouviram a expressão ‘‘crise de identidade’’? Se você não sabe quem você é, você não domina, pelo contrário, é dominado por tudo e por todos. Logo você não vive a sua identidade, mas fragmentos de várias identidades. Jesus viveu de maneira plena. Todas essas respostas conseguimos ver claramente na vida Dele. Ele sabia de onde veio e para onde estava indo:
Eu vim do Pai e entrei no mundo; agora deixo o mundo e volto para o Pai.” (João 16:28)
Ele sabia quem era:
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (João 14:6)
Ele sabia porque veio a este mundo:
Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. (João 10:10)
Ele também sabia de sua capacidade: Curar enfermos, ressuscitar mortos, expulsar espíritos malignos, sinais, milagres e maravilhas.
Uma pessoa sem propósito ela não vive, ela simplesmente existe. Ela não movimenta a vida ao seu redor, ela apenas entra no vento da vida, e permite ser guiado para onde esse vento soprar. Uma pessoa que não sabe o seu propósito, ela está nesse mundo apenas vivendo uma experiência. Não basta apenas saber seu ikigai, o mais importante é colocá-lo em prática. Muitos dizem que o seu ikigai muda conforme o decorrer da idade, todavia essa é uma ideia equivocada, pois o ikigai não está relacionado ao mundo físico que muda o espiritual, ele já existe espiritualmente falando, mesmo antes dos seus gostos serem despertados, ou ainda modificados, ele já existia. Obvio que com o passar do tempo, com a chegada da maturidade fisiológica, você tende a anular empolgações, escolhas precipitadas, e decisões infundadas. Mas isso não significa o ikigai sendo modificado, apenas que você ainda não tinha se descoberto de verdade. Os meus gostos podem modificar, isso é natural, agora o ikigai não muda.
Devemos entender que o ikigai vem antes do seu nascimento. O fabricante de cadeiras não faz uma cadeira para depois pensar em um propósito para ela. A cadeira só foi fabricada porque existiu uma razão para ela se materializar. Do mesmo modo é cada ser humano, o propósito individual de cada um, foi a razão pela qual ele veio a existir. Agora se esse propósito inicial for rejeitado, a pessoa pode ainda desempenhar um outro propósito, não como o original, porém, mesmo que não seja de maneira plena, conseguirá também ter satisfação. Alguém consegue desparafusar algo com a ponta de uma faca? Sim, é possível. Todavia a faca não foi feita para esse propósito. Por mais que alguém consiga desparafusar com uma faca, corre o risco de espanar o parafuso e de deteriorar a ponta da faca. A faca está desempenhando um papel a qual ela não foi feita para fazer. A faca realmente parece ser o instrumento correto para essa função, na mente daqueles que não conhecem uma faca (que não sabem a identidade dela), pois ela é ‘‘perfeita’’ e ‘‘caiu como uma luva’’, contudo para os que conhecem uma faca, nitidamente a faca está vivendo fora do seu propósito, ou seja, ela viveria de maneira plena se fizesse o que nasceu para fazer, que é cortar, e não desparafusar.
O teu propósito está ligado a algo que você ama, ou ainda a algo que você odeia. Deixe-me explicar. Ao que você ama parece obvio, entretanto ao que odeia sei que posso ter causado um bug no cérebro agora. No entanto é mais simples do que se possa imaginar. Vejamos o caso de Nelson Mandela (sem entrar em quaisquer suposições se a história é 100% real ou não, vamos nos atentar apenas ao exemplo em si), ele estava irado com a segregação racial, então tomou uma atitude em relação a isso. Madre Teresa de Calcutá estava irada com a fome, então se movimentou ao que queimava em seu coração, assim também foi Mahatma Gandhi e Martin Luther King Jr. Embora o seu ikigai possa ter haver com o trabalho ou função que exerce, ele não é a sua função, ele está por detrás da função. Seja, faxineiro, Gari, funcionário público, empresário, professor, artista no geral, político, matemático, físico, filantropo, analista, publicitário, jornalista, banqueiro, passando por todas as funções sociais, e as funções espirituais como, missionário, líder espiritual, auxiliador, conselheiro, mestre, profeta, investidor em ONGs, em missões, tradutores de livros sagrados dentre vários outros. Um dos problemas da maioria das instituições formais cristãs, é que eles limitam muito o propósito das pessoas, dando uma lista extremamente pequena do que a pessoa pode ser chamada ou despertada por Deus para fazer. Um desenhista por exemplo não tem muita utilidade para o reino de Deus, segundo a ótica de muitos. O propósito pode ser apenas uma coisa em especifico, ou ele pode estar fragmentado em um conjunto de paixões, ou situações que sua alma anseia em ver mudança.
Observem que a visão Ocidental deteriorada sobre o ikigai (muitos japoneses já tem uma visão Ocidental sobre o ikigai), possui dois pontos em comum com o seu verdadeiro propósito.

Ikigai contemporâneo
Verdadeiro Ikigai
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De onde você vem? (Origem)
O que você ama fazer? (Paixão)
Quem é você? (Identidade)
No que você é bom? (Capacidade/vocação) 
O que você pode fazer? (Capacidade/habilidade)

Em que o mundo precisa de você? (Missão)

O que você está fazendo aqui nesse mundo? (Missão)

Pelo que você pode ser pago? (Profissão)
Para onde você está indo? (Destino)


Observem que na visão Ocidental, obrigatoriamente o ikigai envolve dinheiro. Também possui uma pergunta fechada apenas no que você tem paixão em fazer, e não no ponto que você se incomoda (insatisfação/raiva) em querer modificar. O nosso ikigai não necessariamente precisamos ter paixão, como vimos anteriormente. Uma pessoa que tenha um nível altíssimo de insatisfação com a política do seu país, pode ser a causa do seu ikigai. Independentemente do tipo de sentimento, sabemos bem que o seu ikigai está relacionado aos sentimentos mais intensos que alguém tenha, ou ao incomodo mais profundo, ou ainda a paixão ‘‘inexplicável’’. Abaixo um gráfico da visão correta de ikigai.


Verdadeiro Ikigai –  Fonte: Jansen Carneiro


 É estritamente proibido a cópia do mesmo sem dos devidos créditos do autor
 Texto: Francesco Jansen
Instagram: francesco.jansen




[1] Refere-se a “um senso de unidade ou compromisso com um grupo ou função”
[2] Tem mais a ver com a auto realização

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Série: Teu Alimento, Teu Remédio – Parte 1


Qual o segredo da longevidade e de uma vida saudável?

Assim como cachorros que tem expectativa de vida entre 10-13 anos, e gatos de 2-16 anos, o ser humano possui um limiar de tempo. A expectativa de vida da população mundial atual é de 79 anos. O Brasil possui expectativa de 75 anos. Uma curiosidade é que os japoneses mesmo tendo a sua área territorial menor do que o estado da Bahia, é mais populoso que o Brasil e possui uma das maiores expectativas de vida, que está na casa dos 83 anos. Para algumas pessoas a longevidade pode ser prazerosa, todavia para outros, uma vida de cansaço e perturbação. Apesar de ter histórias sobre um indonésio que se chama Mbah Gotho que viveu 146 anos, e do chinês Li Ching-Yuen que pasmem, dizem ter vivido 250 anos, a pessoa com a maior longevidade já registrada no planeta e reconhecida pelo Guinnes Book, foi a francesa Jeanne Calment, que viveu 122 anos e 164 dias. Ela morreu em 1997. Quando era criança, ela chegou a se encontrar com o pintor Vincent Van Gogh.
Li Ching-Yuen teria vivido entre 1678 a 1928. Além de possuir uma dieta vegetariana, Ching-Yuen foi uma pessoa bastante desprendida, que doava os próprios bens a quem tinha mais necessidade. Por esse motivo e também por ter um temperamento sereno, era considerado uma pessoa de companhia agradável por todos. Ele bebia bastante chá, ao qual posteriormente cientistas descobriram que se trata de uma planta conhecida como Goji, que contém uma vitamina diferente, chamada de X. Vitamina que aparenta ter propriedades medicinais fortes e muito positivas, como a inibição do acúmulo de gordura no organismo, a renovação de células do fígado e o controle dos níveis de glicose e colesterol no sangue. Em vista que, essa substância faz bem às células cerebrais e remove toxinas presentes no organismo.


Figura 1 Foto de Ching-Yuen um ano antes de sua morte em 1927.
Fonte da imagem: Reprodução/TheEpochTimes

Muitos não se preocupam se irão viver muito ou pouco, todavia não há que se negar que todos pretendem ter uma vida saudável, livre de doenças, cheios de energia, com um cérebro ativo, com boa oxigenação, e podendo exercerem o que gostam, sem que o seu corpo o limite para isso, devido a questões de doenças.
O estilo de vida que uma pessoa leva irá influenciar diretamente na qualidade de vida que a mesma obterá. Assim como um carro precisa de manutenção preventiva e só funciona com o combustível adequado ao qual foi fabricado para funcionar, assim também é o ser humano. Precisamos entender como o nosso corpo trabalha e o que é combustível confiável para ele, e o que vem a ser nocivo ao entrar pela nossa boca.
Pesquisadores de Loma Linda University, na Califórnia-USA, descobriram novas evidencias de que uma dieta vegetariana pode ser benéfica a saúde. A pesquisa durou quase 6 anos, a qual 70 mil voluntários de ambos os sexos participaram. Todos eram adventistas. O estudo saiu no Journal of the American Medical Association, revelando que os vegetarianos possuem uma expectativa de vida superior aos onívoros, isso é, aqueles que consomem carne. Durante o período da pesquisa foram registrados a morte de apenas 2,570 pessoas, o que indica que os vegetarianos têm um risco 12% menor de vir a óbito. Além de viver melhor e com mais saúde, a expectativa de vida da cidade de Loma linda é 10 anos superior que a dos Norte Americanos, que é de 78 anos.
A cidade grande possui um nível de estresse muito alto, barulho de buzina, horas de desgaste físico e mental no trânsito. A aceleração por resultados no trabalho de maneira eficaz, poucas horas de sono, fast foods, industrializados, frituras e enlatados, essa é uma combinação natural na vida do brasileiro, caracterizando um possível estresse. Os hormônios cortisol, adrenalina e noradrenalina, liberados nesse processo de aceleração sem freio, reduzem o calibre dos vasos e, em longo prazo, potencializa o risco de hipertensão e arritmias cardíacas. O desgaste mental é pior que o físico.
Os hunza, uma tribo que vive no vale do Rio Hunza, no Himalaia, na região de Gilgit-Baltistan no Paquistão, possui aspectos peculiares, em que a centenaridade de seu povo é regra e não exceção. Os hunza passam facilmente dos 90 anos, e é extremamente raro ficarem doentes. Até depois dos 80 praticam esportes, as mulheres com mais de 40 anos têm aparência de 20. Se alimentam a base de frutas e verduras cruas, e no inverno consomem damascos secos, grãos germinados e queijo de ovelha. É dito também que as mulheres têm filhos com mais de 65 anos e os homens são viris até mesmo com 100 anos. Os habitantes ganharam fama por serem um povo feliz, simpático, sempre alegre e ativo. Muitas pessoas vivem tranquilamente com mais de 110 anos de idade, alguns chegam até mais de 120 (com a observação mais importante e mais interessante dessa matéria), sem apresentarem doenças graves ou algum problema sério de saúde.


Figura 2 Mulher Hunza. Photography by Seth Lazar

Um médico escocês chamado Robert McCarrison, esteve no Vale nos anos de 1920 e conviveu entre eles por 7 anos. Concluiu que grande parte dos seus segredos está na pratica de exercícios, e em uma dieta equilibrada: 1900 calorias, incluindo gordura, carboidrato e proteína. O médico cita que:
‘‘Grande parte de nossos problemas nutricionais surgem de nossa resistência em comer alimentos saudáveis. Nossa preferência para carnes e alimentos industrializados cria problemas nutricionais que não podem ser resolvidos de outra forma’’.
O que ao certo eles comem? Grãos integrais, trigo, trigo mourisco, cevada, batatas, ervilha, vagem, abobora, espinafre, alface, pêssego, pera, maça, damasco, amoras, cereja e pouquíssima carne animal e em situações esporádicas. Também consomem um pão de fabricação própria, 100% orgânico sem vitaminas sintéticas (produzidas em laboratórios). Todos também consomem iogurte. Vizinhos que compartilham a mesma condição climática, mas que não possuem a mesma alimentação e costumes, possuem expectativa de vida bem inferiores aos hunza. Um outro segredo também é que o ar das montanhas em que vivem é extremamente puro.


Figura 3 Mulher Hunza. Foto: Jenny Downing


Figura 4 Vale de Hunza Foto: Joseph Bautista

Nos tempos atuais e com a aproximação da civilização moderna ocidental, seus hábitos e alimentação mudaram, diminuindo significativamente a sua qualidade e expectativa de vida. Nos dias atuais não possuem essa longevidade que em um passado distante era natural, todavia alguns dos mais velhos ainda guardam os antigos costumes.
Em meados dos anos 70, dois cirurgiões dinamarqueses, Hans Olaf Bang e Jorn Dyerberg, publicaram um estudo baseado em sua visita ao norte da Groenlândia, no Círculo Polar Ártico. Segundo esses dois a dieta do povo daquele lugar, os esquimós inuítes, é baseada em peixes, gorduras de baleia, focas, salmão, aves, caribus, boi-almiscarado, raposa e urso polar, ao qual ajudaria na prevenção de doenças coronárias. Eles concluíram isso devido a uma observação dos baixos índices de doenças cardíacas apresentada, tal qual os remotos óbitos em decorrência do mesmo em moradores da região.
Com esse resultado em mãos, a venda de suplementos a base de óleo de peixe, e o consumo do animal cresceu exacerbadamente. Todavia uma publicação feita no conceituado jornal Huffington Post,[1] o médico-cirurgião Dr. Neal Barnard mostra uma gama de estudos de que não conseguiram demonstrar a capacidade do óleo de peixe em prevenir doenças do coração ao longo dos anos. Segundo o artigo doenças coronárias fazem parte da vida dos esquimós, de maneira bastante comum, até mais do que em outras civilizações. Do contrário ao que dizem, a expectativas desses nativos é 10 anos menor do que outros povos. Pesquisadores do University of Ottawa Heart Institute, retornaram aos estudos para entender porque esse caso em questão, que os dinamarqueses pesquisaram, divergem tanto da maioria dos demais casos pesquisados, o porquê de esse ter sido um ponto fora da curva, e também para saber quais foram os métodos de pesquisa utilizados por eles. Para surpresa dos canadenses, ao invés de pesquisar diretamente a população esquimó, Hans e Jorn analisaram dados de óbitos e registros de entrada em hospitais. Em áreas afastadas como as onde vivem os esquimós, estes dados estão longe de mostrarem resultados confiáveis. Portanto a ideia de que o consume de peixe e outros animais que é de costume dos esquimós são benéficos a saúde, se dá em boa parte através de um estudo falho que foi creditado por profissionais da saúde por mais de 30 anos, tornando a ideologia popular, aceitável, e totalmente difundida como indispensável na dieta e no crescimento dos seres humanos. Os esquimós de fato atravessaram o estreito de Bering em tempos extremamente remotos, ao qual fica entre Vladivostok na Rússia e Alasca. Eles têm em seu Dna a descendência dos povos do Leste Asiático (Japão, China, Coreia, Mongólia dentre outros), Ásia Central (Cazaquistão, Turcomenistão, Uzbequistão, Tadjiquistão e o Quirquistão), e também dos nativos Norte Americanos.


Figura 5 © Photographerlondon/Dreamstime.com

Os moradores da ilha de Okinawa no Japão conseguem ter uma expectativa de vida muito elevada. Existem um número expressivo de idosos acima dos 100 anos. Mais interessante que a longevidade é que os moradores deste arquipélago subtropical apreciam anos livres de qualquer doença. Okinawanos tem um quinto da doença cardíaca, um quarto do câncer de mama e de próstata, e um terço a menos de demência do que os americanos, diz Craig Willcox do Estudo de Centenários de Okinawa.”[2] Suas dietas são pobres em sal, rica em frutas e vegetais, e contêm muita fibra e antioxidantes que protegem contra as principais doenças do Ocidente, incluindo ataques cardíacos, câncer e doenças neurodegenerativas como Parkinson, Alzheimer entre outras. Fator impar entre o Okinawanos é uma pratica chamada hara hachi bu, o que significa “comer até estar 80% satisfeito“. Outro fator importantíssimo para a saúde física e mental, além de não absorver magoas, raiva, melancolia, tristeza dentre outro, como é o caso dos Hunza, os moradores de Okinawa são muito respeitados, valorizados e mantidos com integrantes da comunidade de um modo geral. Mesmo com a idade avançada se sentem uteis para as comunidades, a qual beneficiai significativamente a saúde mental e fisiológica. Okinawanos em idades muito elevadas expressam facilmente altos índices de satisfação da vida. Mesmo depois de aposentados os idosos de Okinawa sempre continuam ativos, essa ideia se resume pelo conceito de 生き甲斐 ikigai, que em japonês significa, proposito de vida, motivo para viver e razão para se levantar todos os dias. De maneira literal ainda podemos dizer que é ‘‘motivo para respirar’’.


Figura 6 Moradores de Okinawa

Os moradores da ilha da Sardenha, Itália, também são bastante longevos. A cada 100 mil habitantes da ilha, 22 chegam aos 100 anos.
Ao contrário do resto do mundo, muitos dos homens não morrem antes das mulheres. Segue alguns segredos para se ter uma vida longeva e com saúde.
1 Mantenha-se ativo – Um corpo e um cérebro sempre em atividade as celular resistem em não se entregar a morte.
2 Coma menos – Estudos americanos mostram que, quando ingerimos até 25% menos comida, o colesterol total e o LDL (porção ruim), o triglicérides e a pressão arterial são reduzidos e o peso fica estável.
3 Mantenha bons laços de amizade – Tudo isso ajuda a prevenir doenças como a depressão.
4 Tenha contato com a natureza – Uma das fontes de vida para nosso corpo, alma e espírito.
5 Respire ar fresco – Uma das fontes de vida para nosso corpo, alma e espírito.
6 Sorria – Tudo isso ajuda a prevenir doenças como a depressão.
7 Faça exercícios – Dentre muitos benefício está a prevenção de doenças, devido ao aumento da imunidade.
8 Beba água de qualidade – bebida indispensável a saúde, em que a qualidade da pele e a disposição, estão diretamente ligados ao consume de uma água boa.
9 Tenha gratidão – A ingratidão afasta as pessoas, já a gratidão atrai coisas boas.
10 Busque contato com a espiritualidade – Pessoas com estilo de vida saudável relatam a busca pela paz interior através da fé.
11 Resiliência – Capacidade que todos possuem de se reconstruir, resinificar, se adaptar a mudanças.
12 Durma bem – O bom sono renova as células e revigora o corpo.
13 Mantenha o ambiente ao seu redor sempre limpo e agradável – Além de promover doenças, um ambiente sujo causa um mal estar em nosso interior.
14 Tenha o habito de ler ou de estar sempre aprendendo algo novo – Uma mente que estar sempre ativa os neurônios tendem a demorar mais a morrer.
15 Dê preferência aos alimentos naturais, que saem da terra – De preferencia frescos, sem possível sem agrotóxicos, e orgânicos.
16 Procure consumir menos carne vermelha, e alimentos animais de um modo geral
17 Não vá para cama tarde – A melatonina, hormônio que regula o sono, começa a ser produzida ao entardecer e atinge seu pico por volta de meia-noite.
18 Pense positivo – O pensamento positivo produz vida interior.
19 Tome banhos frios – Segundo os adeptos, ela aumenta a circulação, reforça o sistema imunológico, melhora o humor e revigora. Embora banhos quentes relaxam o corpo e abrem os poros, ele enfraquece a raiz do cabelo, deixando-o mais fino e quebradiço. Já o banho frio traz vida, energia, alegria, bom humor etc.
20 Invista nos integrais, nozes, soja, grãos no geral
21 Diminua o sal diariamente
22 Dê preferência a relacionamentos pessoais ao invés dos virtuais


Francesco Jansen
Instagram: francesco.jansen




[1] BARNARD, Neal. New Study Explodes the 'Eskimo Myth'. July 7,2014. Disponível em: . Acesso em: 01 Out,2019.

[2] WILLCOX, Craig. SUZUKI, Makoto. WILLCOX, J Bradley. The Okinawa Program : How the World's Longest-Lived People Achieve Everlasting Health--And How You Can Too. Harmony. March 12, 2002.



domingo, 26 de maio de 2019

Equilíbrio






Dois significados que são importantes salientar antes de iniciar o texto principal.

Daat – דַּעַת  (Conhecimento de Deus. Não o que pensamos saber sobre Ele, mas o conhecimento que vem da parte Dele)
Dat – דָּת  (Religião) – O conceito bíblico da palavra religião no hebraico é: Letra Dalet = Porta + letra Tav = Sinal, símbolo, pacto, marca. Que juntando as duas letras temos o significado de: símbolo na porta. Referência para o começo desse conceito está em Êxodo 12:7. (O religioso é aquele que carrega um símbolo/marca/pacto. O judeu carrega esse pacto com o seu Criador dentro de si)

E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem. Êxodo 12:7 ACF

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Ao longo dos anos tenho observado uma chave importantíssima ser corroída. O nome dessa chave é equilíbrio. Gradativamente as pessoas tem elevado o seu ego e alimentado as suas intenções (coração) com a altivez e o orgulho. Com os lábios externam palavras com aspecto de sabedoria, todavia dentro de si alimentam o orgulho de acharem que as suas ‘’religiões’’ (e o conhecimento que envove-as) são mais elevadas que as demais, e que eles são detentores da verdade. A verdade absoluta não é um conceito, ela É (Isso mesmo, você não leu errado, muito menos o autor esqueceu de complementar. A verdade absoluta É). Nós ocidentais ainda estamos muito presos a matéria em si, ao aspecto, estereótipo, a casca que recobre o núcleo e, cada vez mais as mídias e os veículos de comunicação corroboram para esse tipo de prisão. Vivemos de superficialidades, isso também inclui as nossas crenças e visões sobre Deus. Temos lapsos e fagulhas do Todo, e achamos que já obtivemos a plenitude do conhecimento de Deus (Daat Elohim – אֱלֹהִים דַּעַת   – Oséias 6:6). Em decorrência a isso, entra orgulho que nos motiva a considerarmos autorizados a julgar estereótipos, ou seja, é a superficialidade com um aspecto de sabedoria julgando o que os olhos almaticos dos mesmos enxergam nas pessoas e nas suas crenças, valores e abordagens sobre a Divindade. Os que tem agridem com palavras os que não tem. Os que acham quem tem se ensoberbecem diante dos que eles acham que não tem. O que tem muito, não compartilha, não ajuda, mas critica. O que acha que tem muito não aceita críticas, ou quaisquer palavras que ele considere contraria a sua filosofia que venha daqueles que ele julga ter menos.

Ainda continuamos como a maioria dos Perushim פרושים  (fariseus) contemporâneo de Jesus. Somos hipócritas, não buscamos elevação do espírito e da alma, mas sim autoafirmação, não refletimos sobre isso, e também procuramos adoração para nós mesmos, honra, glória etc. Temos 20 anos de contato com a religião, conhecemos aspectos cerimoniais, orações, versos, mas não conhecemos quem somos e muito menos quem é o nosso pai, o Eterno, o Pai das luzes. Conhecemos de ouvir falar pela boca de outros, repetimos como papagaio a interpretação de terceiros, porém continuamos a não o conhecer de maneira intima.

O conhecimento é uma das coisas mais valiosas que o ser humano pode obter. É através dele que somos norteados e nos movimentamos. O conhecimento é um caminho ao qual o homem recebe para caminhar (bases). Se esse caminho não estiver atrelado a Deus, ele se rompe e perece, pelo fato de ser pautado em fundações superficiais. O povo é destruído por falta de Daat (Oseias 4:6). Entre os judeus místicos a Daat é conhecida como a sensibilidade espiritual que o ser humano pode ter, e os que não tem podem desenvolver. Esse conhecimento é adquirido através do espírito do homem pela iluminação do Espírito de Deus em nós (Ruach Ha Kodesh). Precisamos do conhecimento que venha direto Dele, necessitamos escutar Ele, os seus mandamentos e suas instruções. (Isso nos dá livre acesso entre os מלאכים   malachim-anjos).

Assim diz o Senhor dos Exércitos: Se andares nos meus caminhos, e se observares a minha ordenança, também tu julgarás a minha casa, e também guardarás os meus átrios, e te darei livre acesso entre os que estão aqui. Zacarias 3:7 ACF

Todavia a maioria das pessoas ainda não obtiveram elevação, elas vivem abaixo do nível do conhecimento de Deus (Daat), elas ainda estão presas no nível Dat (religião). A palavra דָּת   Dat, tem o valor numérico de 404. Que é o mesmo valor da palavra בקבקר   bakbakar, que pode significar vazio (algo interessante também, é que o número 404 representa na linguagem http um erro de comunicação entre o cliente e o servidor). Já a palavra דַּעַת   Daat, tem o valor numérico de 474. Mesmo valor da palavra חכמות   sabedoria, variação do nome da 2ª Sefirah חכמה   chochmá - Sabedoria. A letra ע  Ayin, que se encontra no meio da palavra דַּעַת    Daat, no hebraico significa olho. Os grandes sabios judeus dizem que a visão é o sentido mais elevado do ser humano, não é por acaso que o olho está acima das outras partes do corpo responsavel pelos demais sentidos. Quando a visão espiritual não se abre no meio de דָּת  Dat (religião), continuaremos apenas no natural, mecânico e ritualístico. Do contrário, quando os olhos são abertos, nos é apresentado o conhecimento de Deus (Daat), e enxergamos as coisas de acordo com o prisma Dele, conforme o olhar Dele. O ד  (dalet) e ת  (tav) sem o ע  (ayin), é o mesmo que um pacto e um portal sem uma visão/norte/direção/caminho. O machiach (Messias) é o que faz essa conexão. Existe uma visão adormecida entre o Tav e o Dalet, entre um pacto e uma porta. Precisamos ativar o Machiach em nós. O pacto representa o homem que foi selado pelo seu Criador, e o portal representa a abertura dimensional do céus a esse homem. Esse olhar (Ayin), é o que unifica os dois, que trás sentido e significado. O que realmente faz uma comunicação com Deus ser agradavel a ponto de obter retorno da parte Dele, é a Kavana (intenção/amor). Sem ela a religião (e os seus aspectos), não causa nenhum efeito espiritual positivo e elevatório, é apenas um fruto podre por dentro, uma casca vazia.

O conhecimento (Daat) expulsa espíritos malignos. A falta dele entrelaça o homem aos mesmos.
Nossa natureza é perversa desde a meninice.

E o Senhor sentiu o suave cheiro, e o Senhor disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice... (Gênesis 8:21 ACF) 



Sem o Conhecimento de Deus nós somos seres desequilibrados. E sem equilíbrio nos tornamos ignorantes a manifestação da presença de Deus, por isso julgamos e apontamos o dedo achando que conhecemos alguma coisa, pois a falta do conhecimento Dele e Nele, eleva em altivez o homem e, o primeiro sinal a isso é o julgamento, quer seja externado ou interiorizado. Primeiro passo para elevação é: Procure se livrar do julgamento (Veja bem, falo sobre o julgamento antecipado, o julgamento através da alma desequilibrada com o Criador).

O equilíbrio não é algo inerte, todavia é o movimento em equilíbrio, sem extremos. Não tem muito a ver com o extremo de uma atitude, mas em viver uma vida de extremismos. É uma atitude consciente (madura), extremamente pensada. É necessário saber o quanto pesar para a direita e para a esquerda, pois se colocarmos um pesar para um dos dois lados em excessos, logo teremos algo desarmônico, caracterizando o desequilíbrio. Ou seja; é dois pesos e duas medidas.

Dois pesos e duas medidas; pesos adulterados e medidas falsificadas são desonestidades abomináveis ao SENHOR. (Provérbios 20:10)

Quando existe dois pesos e duas medidas, o peso fica adulterado, desalinhado, desequilibrado. Quando não ponderamos as nossas atitudes e quando vivemos a nossa vida fora da vontade de Deus, nos tornamos adúlteros. 
O equilíbrio é um denominador comum entre justiça e misericórdia. O equilíbrio também está ligado a restrição do ego, da vontade exacerbada da alma, ao qual eu digo sim para tudo que tenho vontade, e também do erro de um modo geral. Um tsadik (justo) erra como qualquer outro, porém ele reconhece seu erro e procura retornar rapidamente ao caminho espiritual da verdade. A palavra fluidez reflete bem o significado de equilíbrio. É como a água que flui, entretanto por mais que ela não tenha uma forma comum propriamente dita, ela assume formas as vezes dependendo do ambiente em que esteja. Ela não perde sua essência e característica, todavia pode estar vestida em corpos. A torah (5 primeiros livros da Bíblia) nos revela 613 mandamentos. 248 são prescrição, isso é, deveres, mandamentos positivos, ao qual pelos sábios é dito que estão relacionados ao número de ossos ou órgãos importantes no corpo humano,[1] isto é, como se cada membro dissesse à pessoa: "Cumpra um preceito comigo". 365 mandamentos são abstenções, isso é, proibições, mandamentos negativos, na qual corresponde ao número de dias no ano solar. É como se cada dia dissesse à pessoa "Não cometa uma transgressão hoje".[2] Existem mais preceitos negativos do que positivos, pois isso alude que o nosso ponto de equilíbrio será mais de negação do que uma tomada de atitude referente aos nossos deveres. Isso é; todos os dias precisamos nos auto examinarmos, pois todos os dias o pecado se apresentará em nosso caminho.  

Antes do ser humano atingir o equilíbrio (elemento que compõe a maturidade espiritual), a sua tendência é bater nos extremos. Exemplo: Um colaborador de uma empresa qualquer fala muito, e o seu superior ao conversar em particular com o mesmo pede para que ele fale menos; O que ele e a maioria dos seres humanos fazem nessa situação? Simplesmente não passam a falar moderadamente, todavia param de falar, se restringindo a falarem apenas o básico. Assim agem a maioria das pessoas, precisam bater nos extremos até achar o ponto de equilíbrio. Discernimento espiritual é essencial na busca do equilíbrio, pois ele funcionara como uma bússola para revelar o momento de exercer misericórdia (Chesed) ou rigor (Guevurah), ação (Netzah) ou ponderação (Hod). A maioria comumente são incisivos na expurgação do pedaço da verdade que estas o encontraram, e a medida que descobrem algo, por mais que venha a ser contraditório ao que ela mesma pensava anteriormente, a tendência é continuar sem equilíbrio, mantendo uma posição de defesa contundente da sua fração da verdade. Não somos detentores da verdade, conhecemos frações dela, e cada um tem uma fração do Todo.


Porquanto em parte conhecemos e em parte profetizamos; (1Corintios 13:9)

Deus é UM, e tudo fora da unicidade é dualidade, o julgamento cria dualidade. O que sair da Unicidade é adultério e idolatria, revelando assim a nossa natureza caída que precisa fazer teshuvá (retorno) a fonte matricial, que é o Eterno. A dualidade dentro do Eterno já não é mais dualidade, é ver o que Ele vê, é pensar e agir como Ele faria, logo estará sendo UM com o Criador. A questão da dualidade em si, se dá quando estamos em uma evolução espiritual (posso fazer isso? Posso fazer aquilo outro? Posso tocar nisso? O que não devo eu tocar? Dentre outros), como qualquer aluno, todavia quando essa maturidade espiritual desejável chega, o que outros de fora poderão julgar como dualidade já não é mais, pois estaremos dentro da vontade de Deus, imagem e semelhança, retornando ao projeto inicial, Criador e criatura em perfeita harmonia.


Faça um exercício, constantemente e diariamente, controle os seus pensamentos para não julgar, mesmo que você acabe julgando no começo, reprograme esses pensamentos que vier e dê comandos para o seu cérebro pensar de maneira indiferente ao julgamento. Para aumentar o volume dos músculos é necessário muito treino, bastante esforço, até chegar em um ponto em que se torna prazeroso e, já não é mais tão difícil quanto no começo da caminhada, assim é as coisas espirituais, precisamos nos esforçar, até que as mesmas se unifiquem a nós, a ponto delas se tornarem uma conosco, de maneira natural. Grande abraço a todos


Francesco Jansen
Instagram: francesco.jansen





[1]   Talmud Babilônico, Tratado Makot 23b-24a. Como afirmado na Jewish Virtual Library: "Há um completo entendimento que essas 613 mitzvot podem ser quebradas em 248 mitzvot positivas (uma para cada osso e órgão do corpo masculino) e 365 mitzvot negativas (para cada dia do ano solar)".


[2] Os 613 Preceitos da Torah. Disponível em: <http://www.chabad.org.br/mitsvot/index.html.> Acesso em: 30, Set, 2019.




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